quinta-feira, 14 de julho de 2011

É.

Eu nunca havia estabelecido um tempo limite para você.
Previsível, vai?
Vou aproveitar essa brecha de estar somente eu e eu.
Quando uma pessoa nos faz bem, o que queremos?
É estar perto dela, por tempo indeterminado.
Até o dia em que o destinos achar que deve.

Nunca tinha pensado em colocar um tempo estimado,
De vida para esse turbilhão de coisas boas.
Pra sempre não existe.
Eternidade muito menos.
Milhões de anos, a gente nem vive.
Mas tempo de mais nunca é suficiente pra coisa boa.

Talvez eu não tenha um significado.
E outra eu quem perguntei.
Pra quem fala é facil esquecer.
E pra quem ouve?
É com lagrimas nos olhos, que eu vou deixar de lamentar.
Porque eu gosto de reciprocidade. E se não tem...
Eu sou plenamente capaz, de acabar com tudo agora.
Eu não dependo de ninguém, eu não preciso de ninguém.

Ou talvez eu esteja mentindo, só de raiva.
Nem é tanto assim.
Mas me conhecendo tão bem, você deveria ter previsto.
O tempo se encurta a cada dia, ele ta voando.
E as coisas verdadeiras, geralmente permanecem.
Então, cheguei a conclusão.
Nada disso é real?
É tudo daydrems?
Coisas que minha cabeça criou?
Talvez não.
Eu não tenho uma imaginação tão boa assim.
Não mesmo.

Então pra que vou alimentar coisas dentro de mim?
Preciso de um ano pra matar.
Porque eu não esqueço de um dia pro outro.
Posso fingir, sim.
Mas esquecer não.

Pra mim, o "foi bom enquanto durou"
Não é suficiente.
Pra que acabar, se pode "ser bom enquanto durar"?
Eu não aceito.
Mas respeito, foi você quem quis,
Já estou consciente.
Até lá tem chão, dá pra reverter.
É uma droga mesmo.

"Não abra a sua boca, abra a sua boca
Tudo que eu sempre precisarei
Estrague agora, estrague agora
Você se levantou e eu caí".