sábado, 3 de novembro de 2012

tu...tu...tu...tu...
- Alô!
- Em, sou eu.
- Que silencio, milagre.
- To em um hotel daqueles de um quarto e um banheiro.
- Cheira cebola?
- Não Em!
- Como foi seu dia?
- Pesado.- Um suspiro de alivio por ter acabado.
- Famoso.
- Como você tá?- Ignorando seu comentário.
- Eu tô bem, tava lendo...
- Eu to com vontade de sair.- Interrompe aquilo que iria se tornar um discurso massante sobre literatura.
- Então sai Dex!
- Não tem ninguém pra sair comigo, to sozinho.
- Você nunca precisou de ninguém pra se divertir, e outra, você sempre acaba esbarrando em algum conhecido.
- Acho que vou sair.- Concluiu então.
- Faça isso, e volte cheio de histórias, tá bom?
- Ok.
- Tenha uma noite assustadoramente incrível.
- Obrigado, e você vai ficar em casa?
- Eu já to bem por hoje, vou ficar lendo.
- Tão chata.
- Vai, você merece, depois de um dia pesado, uma noite leve pra equilibrar.
- rá rá rá, besta.
- To certa Dex, to certa!
- Sempre.
- Só promete que vai beber por mim?
- Já comprei a ouro.
- Uma dose é minha.
- Então, tchau Emma. Te odeio. Com amor Dx.
tu, tu, tu, tu...