segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

3

E cada vez que eu fujo eu me aproximo mais.

E mais uma vez to aqui perdida entre as linhas tentando descobrir
Onde é que foi que me deixei perder.

Não sei se sou apegável de mais, ou se você é foda de mais.

Cada vez que fecho os meus olhos eu posso sentir teu toque.
Não to amando, nem apaixonada.

Acho que isso é tê grande.

Caralho.

Só isso que tenho a dizer.

Como que em algumas noites intercaladas alguém consegue chegar.
E te destruir de uma tal maneira.
Quando digo destruir.- Não é algo ruim.-
Destruir meus conceitos, minhas leis, minhas regras.

"Não dar brecha para ninguém mais passar".

Rules are made to be broken.

Você resolveu seguir a risca.

"Eu não vou meter aqui".

Isso me rendeu umas belas risadas, por algum tempo.
Agora já acho meio frio.

Eu jamais vou dar o braço a torcer, pode ter certeza.
Nunca dei, não será agora que irá mudar.

Estou escrevendo minha história, e entre as virgulas você está se fazendo presente.

Eu gostaria de entende-lo um pouco mais.
De saber um pouco mais.
De desvendar um pouco mais.
Me entregar um pouco mais.
Arriscar muito mais.

Qual a tua?

Me responde isso.

Qual a tua?


Fecho os olhos, a musica bate forte em meus ouvidos.
Aquele cheiro, de roupa bem cuidada.
De alguém que ficou no minimo uma hora na frente do espelho,
Escolhendo a roupa.

' Eu não ligo'.

Eu finjo.

E quando abro os olhos você está lá.
E mesmo quando me perco na multidão.
Sinto sua mão.

Seu toque.

Meu corpo inteiro responde.

2013.


Foda.