Tenho para mim que escrever é como andar de bicicleta, pode levar o tempo que for, mas a gente não desaprende.
As vezes com a correria do dia-a-dia perdemos um pedaço de nossa alma.
é como se coisas que eram importantes, perdem sua importância.
E dentro mim, algo grita por socorro, algo muito intenso e reprimido precisa sair.
Os anos se passaram, algumas coisas morreram, outras seguem adormecidas, algumas já nem reconheço mais.
Pensamentos, sentimentos, vontades, sonhos e desejos. Se misturam em uma dança desconexa e sem ritmo.
Resolvi reler as coisas que sentia e escrevia, e me senti perdida, como se aquela pessoa houvesse se afogado em um mar de pensamentos e sentimentos que hoje para mim são desconhecidos.
Hoje o que me resta?
Medo, insegurança, desespero, as vezes solidão.
Mas então, quando menos se espera algo acontece e tudo não importa mais.
Você percebe que tudo o que pensa e faz não é tão importante assim.
Então começa a pensar, o que é importante?
Porque perdemos tanto tempo com medo de fazer as coisas, de dizer como nos sentimos, de agir como queremos? A vida passa, sempre ouvi isso. E sempre dei de ombros, até um dia que acordei, toquei minha face e percebi que a vida não passa, ela voa. Passa por nossos olhos como uma flecha.
Estamos sentados esperando que ela aconteça, mas a sensação que tenho é que ela está acontecendo para todos e eu estou aqui sentada, como uma espectadora. De longe, ouvindo, assistindo, e não sentindo.
Porque tenho tanto medo de perder algo que não tenho?
Porque tenho tanto medo de perder algo que não tenho?
O que vai mudar? O que vai permanecer?
O que é importante?
Por favor, alguém poderia me dar um manual de como viver essa vida? Alguma instrução do que fazer.
É tão dificil.
A vida .






