sábado, 28 de novembro de 2009

Inverno.

Disclaimer: Alguns dos personagens apresentados nesta história pertecem ao autor André Vianco, a escrita não tem fundos financeiros.



Já havia andado muitos quilômetros, se sentia fraco, poderia a qualquer momento despencar, precisa arranjar seu precioso alimento, e rápido!
Avistou ao longe uma moça de feições tristes, que caminhava calmamente pela noite tão escura, ninguém em sã consciência ousaria sair em uma noite tão fria como aquela, nem a lua tivera coragem de aparecer no céu.

Inverno caminhava lentamente, a única coisa que se ouvia eram os passos pesados da jovem. Somente quando inverno estava a três metros de alcança-la que ela foi perceber que havia alguém em seu encalço. Regina acelerou os passos, tinha certeza de que aquele homem de feições duras e cabelos longos não tinha intenções boas.
- Ora rapariga, não precisas se apressar, não sou um bicho papão. Hahahaha!
Regina não deu ouvidos ao homem e continuou a caminhar mantendo seus passos largos, então uma risada medonha e pavorosa tomou conta de toda a avenida.

Regina olhou para trás e percebera que o homem não mais estava lá, sentiu-se aliviada por um momento, bateu em algo duro e seu corpo frágil voou para trás.
- É isso que me atrai em vocês criaturas indefesas, ao menor toque já despencam. Haha!- Regina logo percebera a descendência lusitana do agressor.

Regina pensou estar tendo alucinações criadas pelo medo ao ver os olhos do rapaz de negros passarem para um vermelho vivo, intenso como se feitos de sangue, e caninos brotarem nos cantos da boca de Inverno. O medo estava estampado nos olhos da pobre menina, qualquer ser humano morreria de medo ao se depara com tal criatura.
Inverno em um golpe certeiro aproximou-se de Regina e agarrou-lhe pelos cabelos encaracolados, cravando seus caninos malditos na jugular pulsante da jovem. Regina sentiu uma grande pressão em seu pescoço, sentia o liquido se esvaindo, sentia a vida lhe abandonando aos poucos, sabia que seu encontro com a morte seria certeiro. Uma lagrima escapou dos olhos apavorados de Regina, e foi com essa lagrima que a jovem selara o fim de sua existência.
Inverno só parou de sugar quando sentiu que o corpo jazia sem vida, e sem sangue, ele abandonou o corpo inerte ali e prosseguiu seu caminho.
FIM.

Escrito por: Rafaela Zerbinatti
Beta Reader : Jane A. Doe