Disclaimer: Alguns dos personagens apresentados nesta história pertecem ao autor André Vianco, a escrita não tem fundos financeiros.
Já passava da meia noite, aquela tinha tudo para ser uma noite tranqüila, as ruas de São Paulo estavam movimentadas.
Inverno caminhava pelas ruas escuras de Osasco, procurava algo para que pudesse distrair a mente até o nascer do astro rei. Apesar de sua pele alva, inverno não chamava a atenção das pessoas, apenas alguns olhares curiosos o fitavam de vez em quando. Junto com o ar um cheiro adocicado chegou as narinas de Guilherme, que logo se virou em direção ao doce aroma. Ele era proveniente de uma jovem que estava cercada de homens, parecia estar precisando de ajuda, Guilherme como o belo caçador que era, aproximou-se vagarosamente do amontoado, e ficou um tempo a fitar a cena.
Maíra talvez por tão atordoada que estava fora em direção a Guilherme tentando de alguma maneira proteger-se dos agressores. A pobre jovem nem podia imaginar que estava correndo em direção a morte certa e agonizante, se ela tivesse um pingo que noção do que viria a seguir ela iria preferir arriscar sua vida com um bando de homens com intenções imundas, pelo menos teria ela uma grande chance de sobrevivência.
A moça agarrou-se nos braços de Guilherme, suplicava por ajuda apenas com o olhar. Guilherme a fitava imóvel, com todo o seu ar de soberania, os agressores olharam em direção a Guilherme, e como que por instinto afastaram-se ao ver os olhos acesos e os longos caninos de Inverno, sabiam que aquilo diante deles não era do bem, era algo inumano, algo que com certeza os levaria a morte.
Maíra não tinha notado as feições demoníacas de Guilherme, um alivio se instalou na jovem. Pobrezinha, mal sabia o que o destino tinha lhe reservado.
- Acalma-te criatura, aqueles imundos já se foram.
- Ah sim, obrigado por aparecer, se não fosse você essa hora sabe-se lá se eu estaria inteira.
- Ora pois, talvez tivesse sido melhor tu estar em companhia dos malditos, tu sabes quem sou? Como sai confiando em estranhos assim ó rapariga?
- Você é de fora né? Não é questão de confiar não cabeludo, você me salvou, querendo ou não, me salvou. Acho que merece algum agradecimento por isso não é?
Antes mesmo que Inverno pudesse responder. Maíra agarrou-lhe e lascou um beijo nos lábios carnudos e frios de Guilherme, o mesmo não reagiu, pois de alguma forma estava apreciando o ato ilícito da pobre moça, que ela aproveitasse os últimos intantes de vida como bem entendesse. O beijo durou mais do que Guilherme esperava. Guilherme como em um ato inocente foi deslizando os lábios até chegar ao pescoço da jovem, que se arrepiou inteira a suposta caricia de Inverno. O maldito roçava seus lábios pela jugular de Maíra, ele balbuciou algo inauditivel aos ouvidos humanos, e sem perder mais um segundo fez seus caninos brotarem e cravou-lhes na carne da pobre moça, a mesma sentiu o momento exato em que fora perfurada pelos malditos caninos. Ela queria gritar, mas lhe faltava forças, uma dor alucinante tomou conta de Maíra, agora sim passava por sua cabeça que teria sido melhor a companhia do malditos insanos. Guilherme sugava com intensidade o elixir precioso, ele não estava com sede, mas o sangue dela tinha um aroma muito agradável, era difícil conter a vontade. Maíra sentia seu corpo gelando aos poucos, sabia que seu fim não tardaria em chegar. Era prazeroso para Inverno ver o medo estancado nos olhos da pobre criatura, que tentava suplicar por sua pobre vida, Guilherme percebera o exato momento em que a vida abandonou a jovem ali, jogada aos trapos, de certo modo Guilherme sentia-se muito bem com aquilo, havia tempos em que não sentia um prazer tão grande em tirar a vida de algum ser inútil e desprezível. Inverno abandonou o corpo sem vida, e caminhou como se nada houvesse acontecido, sem nem ao menos olhar para trás. Que um dos seus encontrassem aquele corpo e lhe oferecessem os devidos cuidados, que deus recebesse a pobre alma daquela jovem, que sofrera com uma grande peça que o destino resolveu pregar.
FIM
Escrito por: Rafaela Zerbinatti
Beta Reader : Jane A. Doe






