Disclaimer: Alguns dos personagens apresentados nesta história pertecem ao autor André Vianco, a escrita não tem fundos financeiros.
Guilherme caminhava atento pela avenida de Osasco, como ele havia intensificado seu frio, não havia pessoas na rua, era uma ou outra que se arriscava transitar pelas ruas geladas e desertas. Se não fosse por seu sobretudo negro, Inverno quase se camuflaria naquele ambiente, pois sua pele era quase tão alva quanto a neve. Guilherme mantinha-se atento a qualquer movimento, estava caçando.
Ao passar alguns minutos Inverno sentiu que alguém o observava com intenções perigosas. Ficou mais atento. Ao fim da rua avistou uma sombra negra, então por instinto ele ativou sua visão vampirica, quando Inverno identificou tal criatura, seus olhos acenderam e seus caninos brotaram automaticamente. Ele não fora pego tão de surpresa assim, afinal sabia que algum dia esse embate chegaria.
Em menos de um segundo o maldito já estava a sua frente, o encarando com desdém.
- Ora, Ora, Vejamos quem temos aqui. Se não é meu querido irmão Guilherme.- Sétimo soltou uma gargalhada sinistra que encheu toda a avenida.
- Maldito.- Inverno pronunciou quase em um sussurro.
- Vejo que não mudastes nada, continuas se borrando todo ao me ver. Continuas o mesmo frouxo.
Como que por impulso Guilherme deferiu um potente soco no rosto de Sétimo, que voou para trás e caiu com as costas ao chão.
- Tu podes surpreender-se seu traste.
Inverno não percebera quando sétimo desaparecera no ar, e reaparecera em sua traseira. Só foi se dar conta quando sentiu um forte empurrão que o jogou dois metros à frente, o mesmo batera com força a cabeça em um poste de luz, sentiu um fino fio de sangue escorrer-lhe pela face pálida parando antes mesmo de chegar ao maxilar.
- Como é doce ver-lhe caído, feito lixo jogado.
Sétimo tinha uma expressão de ódio, o maldito que tramara contra ele há séculos atrás estava ali. Ele poderia acabar com Guilherme com a facilidade que esmagaria uma barata, mas ele guardara uma morte lenta e bem agonizante para o maldito demônio gelado.
Guilherme colocou-se de pé, e estendeu a mão esquerda com o intuito de congelar seu oponente, mas antes mesmo que ele pudesse evocar seu dom maldito, mais uma vez Sétimo sumira diante de seus olhos vermelho vivo. Como o maldito estava poderoso, voltara do inferno muito mais forte do que Inverno já imaginara.
Uma risada maligna veio junto com a brisa gelada, Inverno procurava a fonte desta risada, mas nem com sua super visão conseguira localizar o maldito.
Sétimo atacou Guilherme cravando-lhe os caninos em seu pescoço, mas nada conseguira ingerir, pois Guilherme segurou nos cabelos lisos de sétimo e jogou-o contra o poste, fazendo o mesmo ceder e despencar no meio da rua. O impacto fora tão grande que sétimo sentiu-se zonzo, ele não havia se alimentado, não estava totalmente forte para uma batalha com Guilherme, sabia que se insistisse com aquilo acabaria muito ferido. Precisava se alimentar, ai sim viria atrás de Guilherme e daria cabo a vida do demônio.
Sétimo evocou sua velocidade vampirica e partiu, sumindo na escuridão.
Guilherme sabia que Sétimo voltaria, e desta vez estaria preparado para aniquilar de vez com o pobre diabo.
FIM.
Escrito por: RafaelaZerbinatti
Beta Reader : Jane A. Doe






