terça-feira, 21 de setembro de 2010

Somente.

A noite; Fria, silenciosa...
Nem a lua nos consagrava com seu brilho,
A única luz vinha do farol do carro,
Que de azul metálico,
Se confundia com negro naquela noite.
Nada se ouvia, a não ser o vento;
Ele pronunciava ferozmente sua bela melodia noturna.
Uivava.
Batia contra a copa das árvores,
Que rebolavam ao seu toque.

O silencio virara lenda
Quando de seus lábios saíram palavras:
Um dia ficaremos juntos, não importa o tempo,
Ficaremos juntos, seremos felizes, um ao lado do outro.
Pode demorar o tempo que for, mas é assim que vai ser”.
E a pergunta que o perturbava era: “Eu esperaria?”
Para sempre, se o preço é o tempo,
Pagarei o quanto for preciso,
Se esperar é a condição para ficar ao teu lado,
Espero, espero com a mais pura paciência,
No final valerá.
Existirá algum dia a felicidade...

Esperar...
As imagens se distanciaram,
Eu já não ouvia mais.
Tudo ficava longe, mais inalcançável.

O Sol brilhava, iluminava.
Seus raios me alcançaram...
E aquele era o sinal,
De que eu estava de volta à realidade.


Foi apenas um sonho...
...Infelizmente...
Somente.