domingo, 19 de setembro de 2010

Sonho

Às vezes acordo pensando

“porque” as coisas acontecem

Desta forma.

O peito queima, as lagrimas rolam.

Todas as noites são sempre iguais.

Rolo na cama, os sonhos me iludem,

A realidade me destrói.

Gosto quando meus olhos se fecham

Quando meus lábios se calam,

E quando o silencio invade.

Assim é sempre mais fácil ser feliz.

No mundo dos sonhos,

Sempre sou o que desejo ser.

Sempre estou com você;

Mais então é só acordar,

E tudo acaba, tudo fica lá

No mundo dos sonhos, perdido.

Na imensidão que ele representa.

Perdido com milhares de outros sonhos

De pessoas diferentes, com sentimentos iguais.

Afinal, o amor, o ódio, a dor, são todos iguais,

Só acontecem em proporções diferentes,

Alguns sentem mais que outros,

Alguns choram mais.

Outros ignoram, sofrem calados.

Sei que um dia tudo ira acabar,

Os sonhos passarão a ficar mais distantes,

Irão aparecer com menos freqüência,

Com menos intensidade

Serão apenas sonhos comuns,

Não irei me lembrar deles,

Como hoje me lembro.

Não irei me importar quando sonhar,

Serão apenas sonhos.

Já não terá a mesma importância.

Eu já não irei me lembrar.

Quando acontecer, eu não saberei.