domingo, 26 de junho de 2011

02:38

E como nós poderíamos saber?
Essas coisas a gente aprende com o tempo,
Com as circunstancias.
As vezes criamos histórias, coisas utópicas,
só pra nos proteger, e de alguma maneira tentar aprender, aquilo
que nos falta na realidade.
É por instinto de auto-proteção.
Fazemos drama em cima de coisas pequenas,
Porque todo mundo tem um grande problema, tem uma grande decepção.
Então para nos sentirmos uma garça dentre as garças,
Agimos, sonhamos, as vezes deixamos transparecer coisas que nem são reais,
Pra mostrar o quanto crescemos, o quanto evoluímos com o tempo.
Mas por dentro a gente sabe, que falta algo, que a gente procura,
Em todos os cantos, em todos os corações que nos são concedidos.
Mas andei pensando, as vezes a outra pessoa atua também.
E se mais pessoas são como a gente?
Cria fantasias para atingir as expectativas de todos.
Os filmes na tv, ambientes felizes, pessoas perfeitas, cachorros bonzinhos.
Você já parou pra pensar que este mundo não existe.
Só nas cenas que aparecem em nossas cabeças na madrugada.
Ou em sonhos entrecortados de uma noite mal dormida.
Ninguém é o que nós vemos, todos tentam mostrar algo,
Para se encaixar no perfil que todos pré definiram.

De alguma forma eu estou procurando um jeito de descarregar,
Toda a pressão que é fazer parte desta cena, deste cotidiano surreal.
Ao invés de julgar os defeitos, procure aceita-los,
Porque é tão fácil aceitar as qualidades e julgar os defeitos?
Ninguém é aquilo que aparenta ser, tem algo por trás.
Algo que jamais mostraremos para ninguém,
Uma parte nossa que é somente nossa.
Um Eu que seja só meu.
Que nunca vou partilhar com mais ninguém.
Porque é só meu, eu preciso disso.
Você precisa, todos sempre precisam.