domingo, 12 de junho de 2011

...

Vou, não vou... Vou. Não vou...
Eita, o que eu faço agora? Toda vez é sempre assim,
As unhas roídas, a cabeça erguida por desdém,
Mas ai você chega, e faz o que te convém.
Eu vou curtir, te dei muita bola.
Mas não consigo parar,
Talvez -é certo- eu me importe de mais com você.
Você me cai bem, me deixa a sorrir.
Me faz saltitar, e chorar.
É só uma prece, uma oração.
Eu preciso tirar você, isso não pode ser a razão.
Quero ser mais dependente de mim, e não de você.
Estou escrevendo agora, porque a ideia de te perder, me apavora.

Todo mundo confunde, os sentimentos em mim.
É só uma coisa que eu escolhi assim.
Te olhar, te tocar, te sorrir.
Mulheres são ingenuas, constrói histórias,
romances surreais, coisas utópicas.
Pensam em contos de fadas,
Que por sinal só existem em livros.

Eu sou confusa, complexa, não me entendo.
E não sei o que procuro, e se vou encontrar,
O tempo ta passando rápido.
E todos os dias eu me questiono, qual minha missão?
Qual a razão de tudo existir, de nós existirmos,
E de fazermos um parte da vida do outro?
-


Eu te vejo verde, e torço para que me chame,
E se não chama, eu torço para que fique branco e suma,
A cada "tananã" o coração acelera, a palma da mão gela,
Invento uma desculpa, um motivo aparente, para ficar como ausente.
Isso quando não tem um assunto na mente.
Abro a janela e fico na espera...
E a mesma cena repete: Vou, não vou... Vou, não vou.
Fica entre emoção e orgulho,
A emoção experiente que só ela, sempre vence o jogo da duvida.

E se realmente acontece, e sua janela estremece
Agradeço a prece que foi atendida.
Sorrio feliz, quando tu pede bis, e me chama outra vez.
E quando acontece o sorriso aparece, e o coração falta sair correndo.
E dessa vez aconteceu.